"Inventei mil paisagens no teu peito, rebentei de loucura e fantasia quando me olhavas devagar com esse jeito e eu descobri tanta coisa que não vias. (Pedro Barroso - Companheira)"

13 de agosto de 2011

Confusão

Como posso ser assim tão medrosa linda lua?
Vem, olhe para mim, tua filha precisa de seu colo, de seus conselhos.
Sei que eu pedi e mais uma vez me atendestes e agora?
Agora tenho vontade de fugir.

Não nasci para o amor, é engraçado pensar isso.
Como alguém pode ter medo de amar e ser amada,
Diz-me, devo ser louca minha amiga que brilha tanto no céu.

Mas não sei o que fazer,
Meu coração pára, depois dispara,
Minha respiração deixa de existir e meus pensamentos ficam lá,
Naqueles lábios, naquele olhar,
Naquele cheiro, naquele mar.

Só queria tê-lo por perto, mas tenho medo do que sinto,
E fantasmas aparecem para me atormentar.

A lua querida, minha amada
Dê-me sua força e sua coragem.
Diga-me se tenho mesmo a capacidade de aceitar ser feliz.

Pode um dragão me amar?
Posso eu amar um dragão?
Pode esse amar durar?
Senão, deixe-me apenas com a solidão,
Deixe-me voltar aos meus dias amargos, embora eu saiba.

Que nunca mais serei a mesma
Após ter experimentado auqueles lábios,
Aquele olhar,
Aquele corpo,
Aquele alma,
Aquele amor.

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