"Inventei mil paisagens no teu peito, rebentei de loucura e fantasia quando me olhavas devagar com esse jeito e eu descobri tanta coisa que não vias. (Pedro Barroso - Companheira)"

2 de dezembro de 2011

Árvores altas, o mar batendo calmo nas pedras, melodia doce com o vento leve que vinha do oceano. A noite estava clara com o brilho das estrelas, céu limpo com uma pequena lua.
Foi nessa floresta que eu lhe encontrei pela primeira vez, ferido, correndo até mim e se debruçando sobre meu colo.
Caminhei lentamente pela trilha tão conhecida, cheguei a lareira e você não estava lá. Pedi ao vento para lhe chamar, pedi ao mar para lhe encontrar e para a noite lhe trazer para mim, mas você não veio.
Percorri todos os lugares, perguntei a todos, mas não lhe encontrei.
A dor percorria minha alma,  a tristeza me espreitava curiosa, mais uma vez sozinha. Alguém me espreitava pelas árvores, seu pêlo brilhava com a luz da noite, seu sorriso malvado: - Eu disse que você não o encontraria mais, ela sussurrava.
Lágrimas rolaram pela  minha face, nem assim lhe encontrei, nem com meus gritos você veio.
Acordei na praia com o sol a me beijar, nada mais fazia sentido, nada mais tinha brilho.
Mesmo assim segui o meu caminho.

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