Encantador?

30 de Junho de 2009

Todos os dias aparecem muitas oportunidades em nossa vida, basta estar atento e aproveitá-las ou deixar o dia cair em uma rotina sem fim.
Essa história é para aquele que sabe aproveitar as oportunidades e que em um dia como outro qualquer conseguiu me despertar para alegria de viver.

Sexta-feira, o dia já começa diferente. Eu trabalharia em um outro lugar e começaria mais tarde. De certa forma sabia o que me esperava, mas as expectativas sempre aparecem quando sei que farei algo diferente, erradas expectativas por sinal. Minhas amigas que haviam feito esse trabalho antes de mim me disseram: "Gi, na sexta você conhecerá sua alma-gêmea, você vai se apaixonar por ele." Entendi aquilo como um recado de que iria conhecer alguém alegre, divertido e encantador como eu.
10:00h Tudo vazio, o tempo passava devagar e nada dele chegar;
11:00h Apenas solidão, e um pouquinho de dúvida. "Hoje ele não virá";
12:00h Eis que um par de olhos azuis opacos invade a sala, um nariz tão vermelho quanto um tomate e um sorriso capaz de afastar qualquer tempestade. E quando meu olhar cruzou o dele, eu entendi o que minhas amigas queriam me dizer.

Não sei se é possível explicar, acho que surpresa e encanto dariam uma certa noção do que senti. Como se já conhecesse aquele palhaço há séculos. "Palhaço não, sou doutor em besteirologia e pHD em idiotice plena", Dr. PBM (uma sigla para não revelar o nome).
E o dia passou rapidamente, piadas, histórias alegres, tristes, mas lindas, de alguém que precisou sofrer um bocado para aprender a aceitar a felicidade e que aprendeu a fazer o próximo sorrir. Encantador, alguém que com seu sorriso e olhar encanta o outro e faz o outro pensar que a vida pode ser mais do que um sonho, mas que começa com o ato de sonhar.

A vontade de ficar ali para sempre tomou conta de mim. Vontade de descobrir o homem por trás daquela máscara, de descobrir as dores de sua alma e de retribuir todo o encanto que me deu. Vontade de abraçar, conversar, beijar e de repente: "O que aconteceu comigo?"
Hora de dizer adeus e passar o resto da noite pensando naquele olhar, passar o outro dia esperando o telefone tocar e esperar mais um dia para talvez poder vê-lo de longe.

O bom de sonhar é ver o sonho se realizar, paciência faz parte da conquista, é como plantar uma semente e cuidar até a árvore crescer e dar frutos. Valeu a pena esperar e depois de tantos sonhos pude sentir aquele cheiro de novo, me perder em seus braços, me encontrar em seus beijos e me permitir estar feliz mais uma vez, mas dessa vez, sem expectativas ou encanações, apenas desejos e sonhos.

A noite mais longa do ano

23 de Junho de 2009

A escuridão atingiu seu ápice, as trevas dominaram, e o solstício de inverno trouxe a noite mais longa do ano. Chegou a época do renascimento do sol, a cada dia ele tem mais força até atingir seu apogeu no solstício de verão.
O Solstício de inverno no hemisfério norte marca o nascimento dos messias como Mitras, Jesus, são entidades do Sol, os que vieram trazer a salvação.
Aproveitem a energia do inverno, a energia do renascimento, onde a terra transformará as folhas caídas no outono para se fertilizar, onde os animais se recolhem, a oportunidade de se renovar.
Feliz Solstício a todos, vou hibernar.

18 de Junho de 2009

Frio, muito frio. O vento gelado agredia os passantes pela Avenida Paulista.
Cedo, o sono ainda não havia passado e fome. Para espantar os 3 nada como um bom capuccino e um folheado.
Já no primeiro gole, meu estômago reclama, no segundo ele me xinga e no terceiro avisa que se eu me atrever a tomar aquele capuccino ele se vingaria de mim.
Tá bom, tá bom, há tempos aprendi a obedecer meu estômago, mas não podia jogar a bebida fora.
Havia um senhor sentado revirando no lixo, me aproximei e disse:
-Bom dia, o senhor aceita um café?
Acho que jamais conseguirei expressar em palavras a reação daquele homem que parecia ter mais de 60 anos, todo sujo, com o olhar perdido pelo chão, como se conseguisse ver o inferno abaixo da terra. Quando ele ergueu a cebeça e me viu com o copo de café na mão, seus olhos brilharam, mais intenso do que Vênus na lua minguante, seu sorriso desabrochou mais lindo do que uma flor de lótus ou uma orquídea no meio da floresta.
Nunca em minha vida, alguém havia me olhado com tanta felicidade e ternura ou sorrido com tanto agradecimento, a energia do ato me assustou ao mesmo tempo que me encheu de alegria.
E pensar que para algumas pessoas um copo de café com leite quente é o suficiente para causar contentamento e saber que às vezes eu posso oferecer até mais do que isso.
Ainda fiquei um tempo a observá-lo, degustava cada gole e tentava se aquecer como calor do copo e ele me observava talvez tentando entender o que se passava em minha cabeça e agradecendo por ter oferecido um pouquinho de calor a àlguém que talvez nem tenha mais esperanças.

2 de Junho de 2009

One Last Chance (James Morrison)

In my life I don't mean much to anyone
I've lost my way can't go back anymore
Once I had everything now it's gone
Don't tell me again coz I've heard it all before

Some people say that I'm not worth it
I've made mistakes but nobody's perfect
Guess I'll give it a try

I've got one last chance to get myself together
I can't lose no more time it's now or never
and I'll try to remember who i used to be
I've got one last chance to get myself together

The time has come for me to change again
I can't carry on like this, I will lose my friends
don't say that you have given up on me.
Just give me the time and space to heal my head

I don't wanna be misunderstood
I've got to take this chance and make it into something good

Há tempos não ouvia uma música que me tocava tanto, talvez pela poesia da letra ou pela melancolia da música, mas parece que realmente minha vida se perdeu. Não é frescura, pode até ser ilusão, as coisas vão passar? Sim, isso eu sei que vão, mas isso ainda não me consola. Achoq ue não consigo enchergar, a sensação é de que estou cega, para onde olho há escuridão, as pessoas podem falar que me amam, podem me contar tudo que já fiz para chegar até aqui, podem me contar do passado para me ajudar, a verdade é que não consigo ver.
Sei que estou passando por uma oportunidade maravilhosa, de auto-conhecimento, descobertas, porém a sensação é como nadar em mar aberto, a noite, em um céu sem lua e sem estrelas, com ventos fortes, cada onda te joga para um lado, nadar só faz cansar mais, agora estou a deriva, esperando a onda me levar até a primeira praia e esperando as nuvens irem embora e o sol voltar.
O mais engraçado é saber que isso passa, que logo estarei de volta escrevendo a felicidade da vida, cantando com os amigos, o mais estranho é que saber disso ainda não me ajuda.

13 de Maio de 2009

Como ter seu coração partido em mil pedaços e manter a esperança?
Como ser apunhalado pelas costas tantas vezes e ainda assim respirar?
Não quero mais, não quero passar por isso novamente, nem sentir mais essa dor.
Cansei de amar e de viver.

Coisas da Vida

7 de Maio de 2009

Estava na dúvida se escrevia sobre meu aniversário ou sobre o dia das mães, resolvi escrever sobre mim.

Nasci no dia 8 de maio, uma sexta-feira e no domingo seria dia das mães, desde então minha mãe passou a dizer que o melhor presente que ela ganhou no dia das mães foi eu mesma (coisas de uma boa mãe coruja). E ao observar a mulher que me gerou e educou, sempre sonhava em como seria quando eu fosse mãe.
Queria ser mãe cedo, ao contrario da minha mãe, achava que ela era muito velha aos 30 anos (hoje minha noção de velhice é um pouco diferente)...rsrsrs
E como acontece com os desejos de todas as mulheres, esse sonho se realizou a quatro anos atrás. Tinha acabado de sair da faculdade, morava no meio de Goiás em meu primeiro emprego, foi um sonho um tanto egoísta, devo reconhecer, eu queria ter um filho e pronto, não queria casar, não fui criada pra esse tipo de coisa, nem me importava quem seria o pai, acho que inconscientemente, escolhi um que não assumiria o filho.
Foi uma transformação enorme, em todos os aspectos, o corpo físico passa por muitas mudanças, mas acho que as mais profundas são as emocionais, a criança ainda está dentro de você e você já se sente mãe, sonha com ela, imagina, deseja e já a ama; todo o seu corpo trabalha para gerar outro corpo, outro ser.
A emoções viram uma bagunça, eu conseguia chorar assistindo pica-pau e uma pergunta sempre aparecia: Será que eu serei uma boa mãe? Hoje acho que qualquer mulher que gera uma criança já é uma boa mãe, a gravidez não é a parte mais fácil de ter um filho...rsrsrs
E como seria o parto? Sem plano de saúde, apesar de que o SUS no interior do país é melhor que ter plano de saúde. Resolvi ir pra Palmas - TO (sim, sou maluca), fiquei na casa de um amigo e no dia que ia ganhar meu filho fui sozinha para o hospital, não, não tinha marcado uma cezarea antecipada, na minha cabeça seria uma mãe de verdade só com parto normal (outro preconceito vencido) e até hoje me espanto com minha tranquilidade no parto, quando eu comecei a sentir as contrações, meu filho já nasceu, deve ter sido uns 30 minutos no máximo, até o médico se assustou e depois eu compreendi porque se esquece as dores do parto, quando se ouve o choro da criança, quando o médico o coloca em seus braços e você vê aquele ser pequenino, assustado, sem entender nada, te olhando curioso, quando ele vai para seus braços se aquecer, quando começa a se alimentar, um alimento que você mesma produz e é completo, não dá pra pensar em nada que não seja maravilhoso, não dá pra descrever o sentimento e a felicidade.
A cada dia que passa é uma mudança, não há mais rotina e quando eu ouvi o primeiro Mamãe, parece que tudo se comprovou, sim, eu era mãe e depois que ele aprendeu a falar essa palavra não esqueceu mais, na hora do aperto é sempre a mãe, na hora de mostrar uma descoberta - mamãe, depois de um dia inteiro longe por causa do trabalho eu ouço o mamãe mais gostoso.
Apenas eu e um ser de 4 ano na vida maluca de São Paulo. Pergunto-me: Será mesmo que sou louca? Guerreira? Acho que sou apenas uma mulher seguindo seus sonhos, uma mãe tentando fazer o melhor.
Ser mãe não é padecer em um paraíso, ser mãe é um complemento de ser mulher, leva ao auto conhecimento, pois é preciso se conhecer e se aceitar para educar outra pessoa, ser mãe é abrir mão quando precisa, deixar de ser egoísta, mas é preciso saber quando se está cansada e quando é hora de voltar para si mesma, se fortalecer para continuar a jornada. Ser mãe é se abrir para o amor, uma amor sem limite, um amor por alguém que daríamos a vida. Ser mãe é dar carinho, conforto, sorriso, mas também é ensinar, dar uma bronca quando é necessário, é mostrar a simplicidade da vida, ensinar outro ser a se conhecer e a viver.
E para isso não é preciso gerar uma criança, toda mulher é um pouco mãe, dos amigos, dos irmãos, do companheiro de si mesma. Mas é preciso ser mulher (não estou desmerecendo os pais, o dia deles chegará).

Beltane.

29 de Abril de 2009

Aproxima-se o Beltaine (para quem segue o hemisfério norte), festival que celebra o apogeu da vitalidade e da fertilidade;
Em irlandês antigo, o nome Beltaine significa “Fogos de Bel” (Bel/Belenos é um deus celta geralmente associado ao sol), ou “Fogos da Cura”; era ao redor das fogueiras que os celtas da Antigüidade cantavam e dançavam a alegria de viver e a fertilidade da terra, da comunidade e dos indivíduos que a compõem.

Festival associado ao deus Belenus. No tempo dos celtas, eram acendidas grandes fogueiras e eles passavam o gado entre elas para purificação. Esse método pode adaptado e os participantes do ritrual podem passar entre as fogueiras ou archotes, caso não haja espaço no local. É também o momento da união dos amantes, um ritual de amor, que celebra esse sentimento em todos os aspectos de nossa vida. Hora de celebrar a união que gera, que propicia fertilidade seja para gerar filhos ou criatividade para gerar um novo projeto. Nesse dia, buscamos pelas bênçãos da criatividade em nossas vidas através da união dos opostos, dos complementares.

Nesse dia 1 de maio um ótimo Beltane a todos e para os que seguem no Sul um ótimo Sahaim, um feliz ano novo.